astrespiramides

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terça-feira, 10 de outubro de 2017

“ O que  significa  mil anos ou ontem”, “ perto ou longe “?. Quem se mantiver calmamente no centro de si mesmo compreendera  a ilusão do tempo, os seus jogos e sombras, a sua fantasmagoria. O ardil do tempo consiste em fazer-nos  crer que se escapa, quando na verdade ele volta sem cessar e nunca deixa o círculo.

Sabedoria Ameríndia.

Porque dizem  que o tempo não existe se o sentimos passar, sentimos o tempo através do relógio e o que se encontra distante fica mais próximo ou será que o que por vezes está perto tende em se distanciar, näo sei mas acredito que o tempo não existe na imortalidade da alma, como explicar por palavras a dualidade em que nos encontramos, a ilusão a que a mente nos  transporta a ilusão do próprio tempo, a ilusão do que é a vida e a morte.

Maria José Pereira
(Luna)

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Foi num passado recente
que me perguntava…
o que faço aqui, porque nasci,
pensava nunca entender
e sentia a minha inutilidade.
Era como uma gota de orvalho
pisada na grama da manhã.
e procurava fora de mim
a hipotética felicidade.
A vida molda, complementa,
abre portas e janelas quando
desventramos bem dentro do nosso ser
as camadas egóicas
que nos leva à vida ilusória,
acabamos descobrindo a imortalidade da alma
e entre margens do rio
vamos compondo a sinfonia inacabada.

Maria José Pereira
Luna

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Era já tarda da noite,
o sono corria veloz, entre o silêncio libertador
que apazigua a mente,
e o vento frígido, dilacerante dos pensamentos,
escutei um sibilado
como uma Gárgula guardiã da Catedral do tempo
que me dizia…
“Que esperas da vida?
Que procuras na terra?
esqueceste que és um joguete no Cosmos
que vives para ele viver?
Se queres evoluir não te esqueças,
que o amor é dar sem esperar receber,
dorme o tempo
que te resta da noite
vive o tempo que te resta da vida,
aprende o que è plantar,
pois é breve este teu passar

Luna
Maria José Pereira

sexta-feira, 18 de agosto de 2017


São folhas secas de inverno
que o tempo dourou
que o tempo tombou,
prenhe de sabedoria,
que o vento embala,
a terra molhada lhes oferece o aroma
inebriante que possui,
e elas se deixam levar
na doce caricia do movimento,
pois sabem que nada se perde
mas que tudo se transforma



foto e poema Luna-
maria José Pereira

na sublime 

quarta-feira, 19 de julho de 2017

O outro sou eu,

quando vimos no outro ou nos dizem coisas que  nos incomodam, eles estão a entregar-nos trabalho de auto-conhecimento, fazem-nos sair da nossa área de conforto e trabalhar o que nos convencemos que não temos ou que já ultrapassamos, mas na verdade está tudo escondido na autoconsciência, quando por exemplo alguém nos acha pessoas intolerantes, em vez de ficarmos agastados e alterar a nossa energia, acima de tudo devemos ter compaixão pelo nosso irmão e procurar bem no fundo de nós se existe algo de verdade nessa crítica,pois a verdade é dúbia, o que eu vejo e sinto pode ser diferente do que o outro está a ver ou a sentir, no entanto devemos ser gratas a essas pessoas pois sem elas seríamos sempre iguais tem ter hipótese de evoluir como seres humanos e espirituais.

Maria José (Luna)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Somos seres humanos e espirituais, quando ingressamos na terra de nada nos lembramos  e trazemos tudo por desenvolver, física e espiritualmente e como dizemos tantas vezes “ aprender até morrer “.
Nao nos lembramos dos acordos que fizemos lá no alto tanto com seres nossos irmãos como do que precisamos fazer aqui na terra para nossa alma evoluir  e  a nossa vida acaba por ficar perdida e parece que  nada corre bem, não entendemos o que aqui vimos fazer e tudo vira uma confusão.
Existem 4 grupos principais  dos quais fazemos parte, mas há um dos quais se encontra mais identificado em cada um de nós, é só nos conhecermos para podermos fazer algo em relação a isso, um dos grupos sao os cobiçadores, normalmente existe nas pessoas com baixa auto estima, achando que todos sao melhores do que eles, e projetam-se nas outras pessoas, outro grupo será a  dos viciados e aqui não são só pessoas com vícios de drogas, álcool, mas também coisas que passam mais despercebidas como compras, viagens etc. e estão completamente agarrados muitas vezes sem se aperceberem,
existe um outro grupo que vive de apegos, seja do passado, seja de coisas ou pessoas e finalmente os que vivem em constante procura, na verdade este último será o melhor mas todos nós temos um pouco de todos. Penso que o auto-conhecimento o vivermos o mais possível despojados de nós mesmos menos materialistas, abertos ao outro tendo sempre em mente o amor e o perdão, e o caminho se vai fazendo.    


Maria José (Luna)

sexta-feira, 7 de julho de 2017

O ato de perdoar não requer a reabertura de velhas feridas , mas sim, a sua cura. Transforma-nos em  co-criadores da nossa realidade, pois tem relação com a capacidade de escolhermos como reagir às situações de nossa vida.
Hammed

foto -Eira do Serrado-Madeira
Luna ( Maria José Pereira)